quinta-feira, 22 de julho de 2010

Devaneio

Olho a linha do horizonte que se perde no infinito.
Duas árvores à beira da praia se entrelaçam, como namorados.
À sua sombra, crianças brincam,
despreocupadas.
A luz mortiça do sol de outono
não dissipa de todo a bruma.
Estou só, sentado num tosco banco de madeira.

Transporto-me em devaneio.
Sou uma das gaivotas
que alegremente enfeitam a paisagem.
Livre, célebre meu pensamento voa.
As voltas no ar são como um retorno no tempo.

Ora sou o menino
à beira do rio pescando piabas.
Ora o mesmo menino
que vibra com a pipa no ar.
Ora sou o rapazinho que se prepara
para a vida adulta.
Ora sou o pai que se vê reproduzido no filho.
Ora sou o homem maduro,
em solidão, na beira da praia
vendo o fim da linha.
O devaneio se vai, deixo de ser gaivota,
volto ao banco tosco.
As crianças continuam sua ingênua brincadeira
sob a sombra das árvores entrelaçadas.

De novo, olho a linha do horizonte
que se perde no infinito.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

there's no place like home


uma caminhada no fim de tarde em Icaraí só para uma relaxada.



 

quarta-feira, 14 de julho de 2010



Miss you. a lot.
You know that you're one of my best friends, you're like a sister to me.
And you don't realize how much I need you. love you s2

Brilho dos Olhos

Vinha a jovem de cabelos compridos e ondulados ao meu encontro.Seus olhos eram as primeiras pistas da beleza humana, grandes e intimadores, porém, ao mesmo tempo passavam uma sensação de tranquilidade e conforto.Seu vestido longo, num tom salmão misturava-se com o verde iluminado do capim que era apalpado por suas pequenas e delicadas mãos.A luz do sol batia contra sua pele morena carinhosamente fazendo com que seus brilhantes olhos me hipnotizassem.Brincava com os lírios do belo jardim e sorria como uma criança que celebra o natal.Seu sorriso era tão magnifico como todo seu rosto, era um sorriso leve de riso fácil.Escutava os batimentos de seu coração como se estivesse em minhas mãos.Eram pausados, sem demoras ou pressas.Percebi que esses aumentavam compulsivamente e quando avisto minha amada encontro seus dois grandes olhos castanhos vindo de encontro aos meus.Mergulhei-me tão profundamente em seu olhar que me perdi no castanho que tornava-se atormentador.Depois desse meu salto no absoluto escuro, só lembro-me de acordar.



Não, eu não tive um sonho assim.Esse texto é uma redação que tive que fazer na escola, e achei um texto muito legal, por isso quis postá-lo aqui.Espero que gostem.Xoxo :*

segunda-feira, 12 de julho de 2010



Aaaaah, terra dos cangurus.Será que me aguarda em 2012?
Espero (yn)

domingo, 11 de julho de 2010

Tudo se vai

Sabe quando você bate o olho em uma pessoa e sente algo diferente, agradável?Não refiro-me a paixão, pois paixão faz o coração martelar tão alto que se torna incômodo, faz suas mãos suarem tomando-se em um estado desagradável, e te faz querer fugir, enfiar a cabeça em algum buraco próximo.Estou falando sobre intimidade.Você pode mal conhecer a pessoa, mas quer tanto estar ao lado dessa, ou apenas querer seu bem.Este tipo de intimidade a que me refiro é quase uma amizade, quase um amor.É um companheirismo mutuo que não precisa de explicações.De repente esse amigo íntimo se vai por motivos relevantes e você não se sente mal, mas não se sente pleno, pois todos os amigos íntimos se vão um dia e você tem que aprender a lidar com a perda.Nada ficará pra sempre e temos que começar a ter sentimentos flexíveis.

sábado, 10 de julho de 2010

Mudanças

Todo mundo precisa de mudança.Se não houvesse mudanças, que graça acharíamos dessa vida mundana?Pois bem, eu me mudei do Rio de Janeiro para Niterói no início do ano de 2010 e pensava que seria o pior ocorrido.Confesso que no início sofri devido a distância dos meus amigos da antiga escola, dos amigos da aula de dança, distância de alguns familiares e até mesmo de um namorado.Com a mudança perdi contatos com muitos que fazem extrema falta, terminei o namoro e fiquei profundamente triste durante semanas.Andava nas ruas de Icaraí dizendo para mim mesma como detestava esse lugar, como as pessoas eram metidas e mal-educadas e que não via a hora de poder ser independente ao ponto de voltar a morar no Rio.Porém, comecei a ter maior contato com algumas pessoas da nova escola, e questionei porque não poderia me tornar amiga dessas.Dito e feito.Mas aposto que não estaria plenamente feliz hoje se não tivesse questionado a mim mesma o porque de estar pra baixo.Penso como existem pessoas com tão pouco e conseguem ter o triplo de minha alegria e concluo que estou sendo egoísta e mal agradecida.Por isso, levante a cabeça e tente ver o lado positivo sempre.Aliás, tudo da certo no fim mesmo.